Teste de avaliação – porcentagem de gordura


Por Thaís Torres


Testes de avaliação – porcentagem de gordura

O futebol é considerado o esporte mais popular em nosso país e é praticado desde a infância. Estimulado nas escolas e entre os amigos, muitos meninos e meninas são atraídos por esta modalidade. Nos clubes brasileiros, as categorias de base estão cheias de talentos e esse grupo aprende tudo sobre esta prática esportiva.

As avaliações táticas, técnicas, físicas são comuns para este grupo e começam desde muito cedo, nas categorias mais infantis, de acordo com a necessidade. Uma das avaliações comuns é referente à porcentagem de gordura corporal. Esta análise é muito importante e nenhum fisiologista abre mão de fazê-la. Essa informação está sempre arquivada nos dados do atleta para análise de todos os demais profissionais, como nutricionistas, fisioterapeutas e médicos, para as intervenções adequadas.

Essa análise  é recorrentemente adaptada e cada profissional opta pela forma que percebe ser mais aplicável ao seu grupo. Costumam utilizar  protocolos diferentes, mas baseados no método indireto, que considera as dobras cutâneas.

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Este método considera equações de regressão que auxiliam da predição da gordura corporal, baseadas na relação entre gordura subcutânea, interna e a densidade corporal.

Uma pesquisa feita entre os profissionais das categorias de base dos clubes brasileiros mostrou o uso de pelo menos três protocolos diferentes, adaptados aos grupos, considerando autores como Pollock, Faulkner, Yuhasz.

As avaliações de composição corporal são mais completas, considerando outros componentes que vão compor o peso corporal. Geralmente consideram 4 níveis de componentes:  atômico, molecular, celular e tecidual. O conhecimento sobre essas técnicas e os procedimentos avançaram com estudo iniciais que utilizavam cadáveres de guerra. Com o avanço da tecnologia, os pesquisadores passaram a utilizar a ressonância magnética como ferramenta.

Nos anos 80, o ‘The Brussels Cadaver Analysis Study’ foi realizado na Bélgica e trouxe grande contribuição para estudos da antropometria. Neste estudo foram analisados 25 cadáveres. Por volta da década de 90 mais atualizações foram feitas e a divisão da composição corporal foi definida em cinco partes: pele, massa adiposa, massa muscular, massa óssea, massa residual.

Ao longo dos anos, a análise de composição corporal foi sendo revisada, e não somente a área da antropometria recebe atualizações, como todos os outros campos referentes à saúde, podendo ter aplicabilidade clínica e esportiva.


Referências

Ross, W.; Kerr, D. Fraccionamiento de la masa corporal: un nuevo método para utilizar
en nutrición clínica y medicina deportiva. Apunts Med Esport. Vol. 28. Vol. 109. p.175- 188. 1991

Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo. v.11. n.68. p.620-625. Set./Out. 2017. ISSN 1981-9900.

 

 

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