NOVIDADES SOBRE A HIPERTENSÃO?


Por Thaís Torres


NOVIDADES SOBRE A HIPERTENSÃO?


A hipertensão tem afetado indivíduos de todas as idades e há vários fatores que contribuem para seu desenvolvimento, desde sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e  alimentação desequilibrada, até hereditariedade e estresse e é por isso que os estudos sobre hipertensão não param.

Recentemente, um grupo pesquisadores brasileiros, ingleses e neozelandeses, publicou um artigo na Revista Nature, sobre um novo alvo no tratamento da hipertensão. Os pesquisadores apostam  no receptor P2X3 purinérgico. Para entendermos melhor, aqui vão alguns esclarecimentos:

Receptores– No nosso corpo, os medicamentos agem associando-se, ou estimulando a associação de moléculas a receptores – proteínas – que estão na membrana de nossas células;

Receptores purinérgicos –  São receptores que se caracterizam por reconhecerem a molécula ATP (adenosina trifosfato) nas suas sinalizações e ativações.   

1                                                     Biologia molecular da célula. Editado.

Esse novo mecanismo difere dos mais comuns medicamentos anti-hipertensivos como diuréticos,  vasodilatadores, betabloqueadores e alguns antagonistas de receptores pois vai atuar nos corpos carotídeos que se localizam na bifurcação das artérias carótidas, responsáveis por levar o sangue oxigenado para a região da cabeça. O corpo carotídeo age percebendo os níveis de oxigênio, caso haja uma diminuição da quantidade de O2 no sangue ele é ativado, o que pode provocar aumento da frequência respiratória e agir sobre o sistema nervoso simpático que poderá refletir no aumento da frequência cardíaca e pressão arterial. O medicamento está para entrar na fase de testes clínicos em humanos, na Inglaterra, e seu mecanismo de ação visa impedir que o receptor P2X3 seja ativado pelo seu ligante, o ATP, fazendo com que as células do corpo carotídeo voltem à normalidade, já que em pacientes hipertensos elas encontram-se descompensadas, como explicou Machado, pesquisador na USP e líder do grupo brasileiro.

“Este novo medicamento atua bloqueando uma classe de receptores celulares conhecidos como P2X3, ou receptores purinérgicos, presentes em um órgão chamado corpúsculo carotídeo, localizado nas artérias carótidas. Essas células estão anormalmente ativadas em indivíduos hipertensos”, explicou Benedito Honorio Machado, professor do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

O composto, ainda chamado de MK-7264/AF-219, parece apresentar uma nova forma de tratamento da hipertensão, principalmente para pacientes resistentes ou não tolerantes às demais formas de tratamento. A produção científica para a saúde tem se mostrado intensamente expressiva e tem trazido respostas e avanços para promoção da saúde e recuperação de pacientes.


Referências

 http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/medicamento-em-teste-na-usp-em-ribeirao-preto-combate-a-hipertensao-em-sua-origem                                                            

www.nature.com/nm/journal/vaop/ncurrent/full/nm.4173.html.

Burnstock G1. Purinergic signalling and disorders of the central nervous system. Nat Rev Drug Discov. 2008 Jul;7(7):575-90. doi: 10.1038/nrd2605.

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