Liberação Miofascial


Por Rafael Carpenter


Resumo do Artigo: “ROLLER-MASSAGER APPLICATION TO THE HAMSTRINGS INCREASES SIT-AND-REACH RANGE OF MOTION WITHIN FIVE TO TEN SECONDS WITHOUT PERFORMANCE IMPAIRMENTS” – Sullivan KM., 2013.


INTRODUÇÃO

Aumentos apropriados na amplitude de movimento (ROM) associados ao treinamento de flexibilidade de curto e longo prazo podem afetar positivamente a saúde do músculo esquelético. A flexibilidade pode ser dificultada por uma série de razões, uma delas são as restrições da fáscia muscular. A fáscia é um tecido conjuntivo que envolve músculos, nervos, vasos sanguíneos e conecta estruturas do corpo. Devido a lesões, doenças, inatividade ou inflamações, a fáscia pode tornar-se um pouco restrita podendo diminuir a flexibilidade, força, resistência, coordenação motora e levar a quantidades elevadas de dor.

Algumas técnicas de liberação miofascial estão sendo atualmente utilizadas para aliviar os efeitos das restrições da fáscia. Estas técnicas são normalmente realizadas manualmente por um terapeuta e são mantidas por períodos de 90-120 segundos. O objetivo consiste em esticar a fáscia e facilitar as alterações histológicas de comprimento para aliviar alguns sintomas de fáscia como dor e algumas restrições.

O dispositivo que tem sido utilizado visando aumentar a flexibilidade antes da atividade física é um rolo de espuma. A técnica consiste em uma automassagem onde o individuo deve rolar sobre o objeto, aplicando a pressão do seu peso corporal, a região do seu corpo na qual deseja aumentar a amplitude de movimento.

Existe a hipótese que durante o movimento a pressão exercida sobre o tecido mole causa o alongamento da fáscia e aumenta a amplitude do movimento. Durante o movimento de rolamento também é criado um atrito que aumenta a temperatura e muda para um estado mais fluido. Esta mudança de estado permite a quebra para além de adesões fibrosas entre as diferentes camadas da fáscia e restaura a extensibilidade dos tecidos moles.

OBJETIVO

O objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos agudos da utilização de um rolo massageador sobre os músculos isquiotibiais.

MATERIAIS E MÉTODOS

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Sete homens e dez mulheres foram voluntários a participaram de 4 seções de rolamento isquiotibiais com um rolo massageador (1 série – 5 segundos, 1 série – 10 segundos, 2 séries – 5 segundos, 2 séries – 10 segundos) a uma pressão constante (13 kg) e uma taxa constante (120 rpm). Um grupo de 9 participantes (três homens e seis mulheres) fizeram parte do grupo controle. O teste de sentar-e-alcançar, juntamente com a contração voluntária máxima e a ativação muscular dos isquiotibias foram medidas antes e após cada sessão de rolamento.

RESULTADOS 

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A força muscular aumentou após o treinamento resistido a um grau significativamente maior no grupo PRO do que no grupo PLA. Além disso, a área de seção transversa do quadríceps aumentou em ambos os grupos ao longo do tempo com um maior aumento no grupo PRO do que no grupo PLA. O tamanho das fibras musculares tipo I e tipo II aumentaram após o programa de treinamento, com um maior aumento no grupo PRO do que no grupo PLA.

CONCLUSÃO 

A utilização do rolo massageador não teve nenhum efeito significativo sobre a força muscular e pode fornecer aumentos estatisticamente significativos na amplitude do movimento.


Texto: VINICIUS DUARTE RODRIGUES

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