Treinamento em altitude para melhorar o desempenho


Por Sarah Ramos – sarah@fisiologistas.com


Resumo do Artigo: “Altitude training to enhance sea-level performance” – Bonetti e Hopkins, 2009.


 

Artigo 1 - Mayke

Os autores relatam no artigo como os tipos de treinamentos conjugados com altitude podem elevar o nível de desempenho dos atletas, buscando os métodos mais eficazes para que se possa chegar a uma melhoria nas adaptações fisiológicas no organismo do atleta, entretanto, mostram também alguns males que a baixa pressão atmosférica pode causar caso não haja um acompanhamento inteligente e controlado em cima destes.

A partir destas situações e relatos citados eles deixam claro para o leitor que o objetivo do artigo não é ensinar aos especialistas da área de condicionamento físico a trabalhar em altitude, mas sim, mostrar uma série de fatores que ocorrem no organismo do atleta que podem afetar o seu desempenho, claro que cada um deles dentro de sua especificidade. No caso os estudos são direcionados aos corredores de maratona, maratonistas, ciclistas e nadadores – estes três últimos são trabalhos voltados para a alta performance.

Agora dissertando um pouco sobre os tipos de treinamento e métodos que os especialistas relatam no artigo, que são: VIVER ALTO/TREINAR ALTO, VIVER ALTO/ TREINAR BAIXO e VIVER BAIXO/TREINAR BAIXO.

O VIVER ALTO/TREINAR ALTO consiste no alojamento em altitude ou em câmaras com baixa pressão atmosférica e o treinamento ocorrendo nestes mesmos locais. Neste tipo de treinamento, por a pressão atmosférica influenciar em níveis consideráveis no organismo do atleta, a intensidade é reduzida em cerca de 20-30% e gradativamente é elevada a cada semana em número de 3-5%. Os resultados neste tipo de treinamento não foram muitos significativos, por isso não é o mais aconselhável a ser aplicado.

Já o VIVER ALTO/TREINAR BAIXO obtiveram respostas significativas, por isso é o método de treinamento mais aconselhável. Neste os atletas alojam–se em altitude ou pressão atmosférica baixa e no momento do treinamento eles descem a uma altitude abaixo de 1250 m , pois é aonde a pressão do ar está relativamente próximo a do nível do mar, portanto não influencia tanto no organismo do atleta. Assim mantendo– e a intensidade, volume e métodos de treinamento que já vem sendo utilizados pelos especialistas da área de condicionamento físico.

Na aplicação destes treinos os autores sugerem que os mesmos não sejam ministrados acima de 3000 m, pois é aonde a pressão atmosférica tem uma influência muito grande nos atletas, podendo causar reações negativas, que caso o atleta não responda bem à exposição a altitude, o mesmo não deve ser levado ao campo de treinamento, e sim somente quando ele se enquadrar nesta nova realidade.

Para que haja mudanças significativas citam que a melhor maneira é trabalhar entre 3-4 semanas na altitude, que assim ocorrerá evolução nos níveis de hemoglobina, glóbulos vermelhos, mitocôndrias e hemácias e finalizando, dissertam que os efeitos da baixa pressão atmosférica duram até 3 semanas.


Imagem: @YLMSportScience

Texto: Mayke Rodrigues

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