Ingestão de cafeína e a sua relação com a performance


Resumo do Artigo: “Caffeine ingestion and cycling power output in a low or normal muscle glycogen state” – Lane et al., 2013.


 

Artigo 1 - Victor Hugo

Introdução

É conhecido que o treinamento de endurance induz uma infinidade de metabólicas e morfológicas adaptações que melhoram a resistência da musculatura treinada para a fadiga e aumentam a capacidade de resistência e / ou o desempenho do exercício.

Uma evidência crescente sugere que o treinamento com glicogênio muscular reduzido sendo utilizado “duas vezes a cada dia”, em comparação com um mais tradicional “treinar uma vez por dia”, pode melhorar a resposta aguda de treinamento e apresenta marcadores de adaptação ao treinamento de resistência depois de curto prazo ( 3-10 intervenções por semana) de treinamento.

A ingestão de cafeína é uma possível estratégia que pode “salvar” a referida redução na produção de energia, que ocorre quando os indivíduos iniciam em alta intensidade e com baixo nível em comparação com disponibilidade normal de glicogênio.

Objetivo

O estudo visa determinar se uma baixa dose de cafeína poderia resgatar parcialmente a redução da potência máxima em ciclistas/triatletas submetidos a um treinamento intervalado de alta intensidade, comparando seus níveis baixos e normais de glicogênio muscular.

Métodos

Doze ciclistas / triatletas treinados em  resistência, realizaram quatro ensaios experimentais utilizando um quadrado latino duplo-cego. O conteúdo de glicogênio muscular foi manipulado através de intervenções, exercício e dieta para que dois ensaios experimentais fossem iniciados com baixa e dois com a disponibilidade de glicogênio muscular normal. 60 minutos antes de um ensaio experimental, os participantes ingeriram uma cápsula contendo cafeína anidra (CAFF, 3 mg-1 · kg-1 de massa corporal) ou placebo (PLBO). A potência instantânea foi medida durante todo o treinamento intervalado de alta intensidade (8 × 5 min de lutas na intensidade máxima com 1 min de recuperação).

Resultados

Os principais efeitos significativos foram tanto para o conteúdo de glicogênio pré-exercicío como na ingestão de cafeína na produção de energia. LOW* reduziu a produção de energia em cerca de 8% em comparação com NORM** (P <0,01), enquanto a cafeína aumentou a potência de 2,8% e 3,5% para NORM e LOW, respectivamente, (P <0,01).

*LOW- Baixo nível de glicogênio muscular.

**NORM- Nivel normal de glicogênio muscular.

Conclusão

Cafeína reforça a potência muscular,  independentemente da concentração de glicogênio muscular, mas não consegue restaurar completamente a potência para níveis proporcionais de quando os indivíduos iniciaram o exercício com disponibilidade normal de glicogênio;

Baixas doses de cafeína fornecem um provável benefício no desempenho e podem fornecer um meio para melhorar ainda mais a resposta de treinamento já aumentada, observada quando as sessões começaram com baixa disponibilidade de glicogênio muscular.


Imagem: @YLMSportScience

Texto: Victor Hugo

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