Liberação Miofascial


A auto-liberação miofascial está rapidamente se tornando cada vez mais comum em programas de treinamento em todo o mundo. De atletas de elite, até em ambientes de academias, você pode andar em muitas instalações de treinamento e ver as pessoas usando um rolo de espuma (Foam roller), como parte de seu programa de treinamento.

Como acontece com qualquer nova modalidade, há muitas perguntas a respeito da utilização do método com o rolo espuma (Foam roller). Aqui estão apenas alguns exemplos: Quais os benefícios que são adquiridos? É seguro e eficaz? Quanto é melhor/mais ideal tempo de duração para execução no foam roller? A espuma pode substituir outras terapias manuais?

Respostas precisas ainda não estão fundamentadas dentro das evidências cientificas sobre esse tema, mas é possivel esclarecer o básico sobre auto-liberação miofascial.

Os efeitos fisiológicos que acontecem são: A fáscia muscular é um tecido conjuntivo que envolve os músculos, grupos musculares vasos sanguíneos e nervos. Podem ser: superficial – hipoderme (contém tecido conjuntivo, nervos cutâneos, vasos sanguíneos e quase metade da gordura do corpo) Profunda – encobre músculos. São consideradas estruturas passivas que transmitem tensões mecânicas geradas pela atividade muscular. Sua função principal é reduzir a fricção permitindo assim que os músculos deslizem uns sobre os outros. Elas tem 9 vezes mais órgãos sensórias, sinergisa e unifica o corpo, se comunicam com os músculos a 170MPH, a melhor forma é treina-la de forma integrada.

O princípio conhecido como inibição autogênica, provavelmente você nunca ouviu falar, e do órgão tendinoso de Golgi (OTG). Pois bem, o OTG é um mecanorreceptor encontrado na junção músculo-tendão, ele nos diz via informação neural em que nível de tensão está dentro do grupo músculo e/ou tendão.

Quando a tensão aumenta até ao ponto de alto risco de lesão (por exemplo, a ruptura do tendão), o OTG estimula fusos musculares para relaxar o músculo em questão. Esse relaxamento reflexo é a inibição autogênica. A contração muscular que precede o alongamento passivo estimula o OTG, que por sua vez provoca relaxamento que facilita esse alongamento passivo e permite uma maior amplitude de movimento. Com a auto-liberação miofascial, você pode simular essa tensão muscular, fazendo com que o OTG relaxe o músculo. É fundamental e sem dúvida que você tenha muitos benefícios com o alongamento e bem aceito que os músculos precisam não só ser forte, mas flexível também. Independentemente de saber se você é um fisiculturista, atleta de força, ou de fim de semana, é importante ter força e função ideal através de uma gama completa de movimento. Enquanto alongamento vai melhorar o comprimento do músculo, a liberação miofascial trabalha para ajustar o ́ ́alinhamento do músculo“ .

Técnicas de alongamento tradicionais simplesmente causam aumentos transitórios no comprimento do músculo (assumindo que não ultrapasse o “ponto de não retorno” na curva de tensão-deformação, o que irá levar a deformidades indesejáveis). Já à auto-liberação miofascial, por outro lado, oferece benefícios e a reparação de aderências de partes moles e tecido cicatricial.

Infelizmente, tanto do ponto de vista financeiro e conveniência, nem todo mundo pode dispor de uma massagem (terapia manual) feita com frequência. A auto-liberação miofascial oferece um modo eficaz, barato e conveniente para sua adesão, reduzir a acumulação de tecido cicatricial, e eliminar o que está presente na sua rotina diária e você não sabe (aderência).

Indicações: A seguir estão algumas razões que você pode querer incluir técnicas de auto-liberação miofacial em sua rotina de exercícios: Maior mobilidade e amplitude de movimento; Redução de tecido cicatrizado e adesões; Diminuição do tônus dos músculos hiperativos; Melhoria da qualidade de movimento: Redução da rigidez arterial e melhora da função endotelial vascular

Contraindicações: A seguir, alguns motivos pelos quais você não é recomenda fazer à auto-liberação miofascial: Áreas recentemente feridas (hematoma, arranhão, corte); Problemas circulatórios; Condições dor crônica (por exemplo, fibromialgia).

Como regra geral, a quantidade de tempo necessária para obter os benefícios, está diretamente relacionada com que qualidade está atualmente o tecido. Em outras palavras, se você tem uma má qualidade dos tecidos ou não está familiarizado com este tipo de trabalho, você vai precisar de mais trabalho para trazê-lo até o ponto ideal. Em contrapartida, quanto mais familiarizado você estiver com as técnicas mais fácil se torna, e menos tempo você vai precisar ficar no foam roller, por exemplo.

Nos estágios iniciais de treinamento, geralmente é indicado e faço isso com meus clientes / alunos trabalharem em qualquer área com tensão excessiva entre um e dois minutos. Se uma área é particularmente mais tensa, nós vamos gastar mais tempo nela. Se ele não é tão ruim assim, vamos gastar menos tempo com isso. O segredo é passar a maior parte do tempo sobre os tecidos mais tensos.

Quando o cliente / aluno progride, eles devem diminuir o tempo gradualmente. Uma programação de alta qualidade vai trabalhar para melhorar as relações comprimento / tensão, e naturalmente alinhar o corpo e assim diminuindo a probabilidade de músculos “estressados”.

A duração de estimulação no local não se conta por séries ou repetições, mais sim pela percepção da diminuição do ponto de aderência e sensação dolorosa da região onde está ocorrendo a liberação, em média de 30 a 60“ de duração é o suficiente.

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