Nos Estados Unidos, a nova moda é malhação antigravidade


A esteira antigravidade, chamada Alter-G é a novidade do mercado americano.

Um maior número de praticantes de exercícios físicos estão levando sua prática ao ar atualmente, onde conseguem se manter graças à tecnologia tomada de empréstimo de fontes tão distantes quanto o programa espacial e o circo. Os especialistas dizem que, se a pessoa seguir a curva de aprendizagem, um ambiente antigravidade pode ser exatamente o que faltava para melhorar o estado de juntas desgastadas pelo excesso de uso e revitalizar a rotina terrestre.

Stephen Csolak, diretor de condicionamento físico na agência de Manhattan da Equinox, a rede americana de centros de fitness de luxo, emprega uma esteira antigravidade, chamada Alter-G, para uma grande variedade de clientes, desde maratonistas até os portadores de obesidade mórbida.

“Você tem a bolha à sua volta e flutua em cima”, disse ele, descrevendo como o Alter-G, desenvolvido a partir da tecnologia da agência espacial americana, a Nasa, emprega a pressão atmosférica para erguer delicadamente o usuário. “Quando eliminamos uma porcentagem do peso corporal de uma pessoa ao alterar o efeito da gravidade, proporcionamos uma série de benefícios diferentes a uma série de populações diferentes”, disse ele.

Assim, os maratonistas podem treinar a velocidade e a resistência com um risco reduzido de lesões, os adultos mais velhos podem se exercitar com pressão reduzida sobre as juntas e os obesos podem praticar atividade física livres do incômodo representado pelos seus quilos a mais.

“A esteira antigravidade permite que o cliente obeso vivencie sua meta de peso, como ele se sentiria com 9, 14 ou 18 quilos a menos”, disse Csolak.

As primeiras aulas no Alter-G são monitoradas, disse ele, e os clientes se apegam facilmente ao aparelho pelo fato de seu uso ser muito prazeroso. “Acho que não existe nada como ele, a não ser a natação”, disse ele. “A natação também é um exercício cardiovascular com impacto entre zero e um grau mínimo.”

Jessica Matthews, porta-voz do Conselho Americano de Exercício Físico, disse estar constatando a existência de um maior número de aulas de grupo de atividade física antigravidade. “Penso na antigravidade como qualquer condição em que a pessoa está fisicamente suspensa”, disse Matthews, fisiologista do exercício da Califórnia.

As aulas em oferta vão desde as de ioga, em que os participantes pendem de redes, até oficinas de grupo na execução de acrobacias ao estilo do Cirque du Soleil. “Pode haver, com certeza, lugar para isso”, disse ela. “Mas, numa situação de grupo, quando se tem de 30 a 40 pessoas penduradas de cabeça para baixo numa sala, a segurança é fundamental.”

Sabrena Merrill, especialista em capacitação física de Kansas City, no Estado de Missouri, desenvolveu um programa de capacitação física que emprega lençóis aéreos de seda suspensos do teto. Ela disse que sua meta é encurtar a distância entre os universos da atuação em espetáculo e da atividade física. “Subir em tiras de seda, fazer travas de pé e enrolar o corpo duas vezes por semana, em vez de treinamento de resistência ou de peso, trabalha muito o corpo, sem dúvida”, disse Merrill.

A mecânica de estar no ar força o tronco da pessoa a trabalhar de uma forma diferente, explicou ela, mas o foco do tipo de exercício defendido por ela repousa nos elementos básicos constituídos por força, flexibilidade e resistência. “A maioria das mulheres não consegue se imaginar fazendo exercício de barra”, disse ela. “Mas, depois desse treinamento, elas poderão fazer um exercício de barra. A força da parte superior do corpo vai mudar.”

Merrill, que orienta profissionais de atividade física na aula, concorda que a segurança é crucial. Os clientes são filtrados pelos critérios de gravidez, alta pressão sanguínea e medicação. “Nós simplesmente não nos distanciamos muito do chão, cerca de 31 centímetros do chão, no máximo. E há um colchão protetor embaixo”, disse Merrill.

Ela não afirma que o exercício dos lençóis aéreos de seda seja um treinamento de resistência superior; diz apenas que pode ser mais divertido. “Não é melhor ou pior, apenas diferente”, disse ela. “Não consigo enfatizar o suficiente o prazer de se fazer isso. Você se sente um artista de circo.”

Fonte: Valor Online

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