Londrina comemora temporada com baixo índice de lesões musculares


7e59ba9fcdEles não têm os nomes cantados ou gritados pela torcida londrinense, mas desempenham um papel importante para o sucesso do clube. O preparador físico João Carlos Ruiz e o fisiologista Lucas Leme estão diretamente relacionados ao baixo índice de lesões musculares nestes primeiros quatros meses de temporada, principalmente, se levar em consideração o fato da equipe ter realizado 8 jogos em apenas 31 dias, seja na fase decisiva do campeonato Paranaense, como pela Copa do Brasil.

Em 2014, de janeiro até abril, apenas o lateral-direito Maicon Silva sofreu uma lesão muscular, o que impossibilitou de estar em campo na partida diante do J.Malucelli, fora de casa, pela décima rodada do Paranaense. Desta forma, o técnico Claudio Tencati está tendo a possibilidade de contar com todos os jogadores nos treinamentos e jogos, sendo um dos fatores responsáveis pela presença do Tubarão na final do estadual.

De acordo com o preparador físico João Carlos Ruiz, o baixo índice de lesões deve-se pela boa atuação dos profissionais do clube, assim como a estrutura adequada do CT da SM Sports. “São números que refletem a qualidade dos profissionais, que procuram atuar de forma integrada, envolvendo departamento médico, fisiologia, preparação física, psicologia, departamento nutricional e comando técnico. Além disso, a estrutura do CT da SM Sports é importante para que a recuperação dos atletas seja sempre de maneira mais rápida e eficiente”, avaliou.

Outro fator destacado pelo preparador físico é a intensidade na qual a pré-temporada foi realizada, sempre respeitando a individualidade biológica de cada atleta. “Um bom exemplo é o atacante Alexandre Oliveira. Além do condicionamento físico em virtude da pré-temporada adequada, o jogador de 35 anos tem sua carga de treino executada de acordo com a sua necessidade. O nosso objetivo é exigir ao máximo de cada jogador, mas, obviamente, respeitando os limites de cada um”, explicou João Carlos Ruiz, que também descreveu a rotina quando as competições tiveram início.

Depois de cada treino ou partida, cada jogador passa por uma triagem. Primeiro é analisado o aspecto clínico, onde o departamento médico avalia todas as queixas de dores ou traumas do atleta. No mesmo período acontece a coleta de sangue pelo setor de fisiologia, para que sejam analisados alguns marcadores biológicos referentes ao desgaste muscular. Todas as informações são refinadas pelos profissionais João Carlos Ruiz e Lucas Leme que, na sequência, passam para o técnico Claudio Tencati. Assim, o comando técnico pode tomar as decisões no que diz respeito a aumentar, reduzir ou modificar determinado treinamento, com base em informações sólidas.

O fisiologista Lucas Leme valoriza essa integração. “É importante a comissão técnica atuar de forma interdisciplinar, onde todos trabalham com o intuito de fazer o melhor em suas respectivas funções. O técnico Claudio Tencati tem o máximo de informações à sua disposição, que lhe são prestadas de forma prática e rápida”, disse Lucas Leme, que ainda destacou a necessidade de estar buscando sempre um algo a mais para o clube. “No caso da fisiologia, além do meu conhecimento científico, procuro discutir e trocar opiniões com outros profissionais, de grandes clubes do futebol brasileiro, como o Cruzeiro. A intenção é sempre trazer para Londrina o que há de melhor na área do treinamento”, completou.

Mesmo com o baixo índice de lesões musculares, o Tubarão teve sim suas baixas. “O futebol é um esporte de contato, que envolve uma ampla gama de deslocamentos. Dessa forma, algumas lesões são inevitáveis e o Londrina, assim como qualquer outro time do mundo, não foge a regra. Tivemos a lesão no ombro do lateral-direito Maicon e as entorses nos joelhos que afetaram o goleiro Diego e do meia Rafael Bastos, que infelizmente aconteceram, mas estão sendo tratados com os maiores cuidados pelos fisioterapeutas do clube”, apontou Lucas Leme.

Profissionais:
João Carlos Ruiz: Graduado em Educação física UFSCAR e especialista em treinamento esportivo pela Unicamp. Está há quase 15 anos no meio do futebol. Foi preparador físico de grandes clubes do futebol brasileiro, como Inter de Limeira, Mogi Mirim, XIV de Piracicaba, Linense, Atlético Sorocaba, União São João, Taubaté, São Bento, Brasiliense e Iraty. Também acumula experiências internacionais no Torpedo Kutaisi, da Geórgia, além do Lokomotiv de Moscou, da Rússia.

Lucas Carvalho Leme: Graduado em Educação Física pela UEL, onde é mestre em Fisiologia do Exercício. Trabalhou como preparador físico no handebol, basquete e futsal londrinense. No futebol, além de fisiologista do LEC, atuou como preparador físico da Junior Team. Também é atualmente professor da Unifil.

Fonte: Futebolparanaense.net

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