Fisiologista do Vasco fala sobre trabalho realizado com Juninho e Tenorio


É no limite físico de seus jogadores trintões – e assumindo todos os riscos por essa estratégia baseada na necessidade – que o Vasco vai até o fim do Campeonato Brasileiro. Ontem, Juninho se submeteu a um exame de ressonância magnética que deixou preocupado o departamento médico vascaíno. O exame diagnosticou estiramento grau 1 na coxa esquerda. O meia de 37 anos fez 38 partidas na temporada, foi substituído em 10 delas, mas na atual competição, de 17 jogos, só saiu duas vezes durante as partidas. Vetado para o jogo contra o Náutico, há chances do Reizinho voltar contra o Bahia, no domingo, em São Januário. 

Como é comum nos principais clubes brasileiros, o departamento médico do clube utiliza o teste de CK – creatina kinaze – nos atletas após a partida, para medir o nível de estresse do músculo dos atletas. O teste de Juninho apontou que o rompimento do músculo da coxa esquerda estava próximo. 

– O corpo dele deu um aviso. Antes, pela necessidade de fim de turno, de atingir a liderança, os clássicos e, depois, pelos resultados adversos, tivemos que esticar esse laço. Mas, agora, não convém arriscar. Porque pode transformar essa pequena lesão em outra grande – explicou o fisiologista do Vasco, Daniel Gonçalves.

Cuidados com o Demolidor

Não à toa o caso de Juninho é tratado com maior cuidado. Dos pés do camisa 8 saíram boas partes dos gols e da inspiração do Vasco nesse Brasileiro. Mas outro fato é que a alta média de idade do time – era de 28 anos e 1 mês a média de idade dos 11 que entraram em campo no sábado contra a Portuguesa – deixa os médicos do clube em alerta para levar mais de três meses de competição em alto nível.

Nesta quarta-feira, quando Tenorio vestir novamente a camisa 11, em Recife, todos vão ficar de olho no Demolidor, que fez nove jogos – três como titular, sendo substituído todas vezes. Após o retorno cinco meses afastado, o equatoriano, de 33 anos, sofreu nova lesão muscular, parou mais dois jogos e voltou com tudo nos últimos dois. Porém, após sair do jogo contra a Portuguesa, quando fez seu terceiro gol pelo Vasco, o Demolidor avisou que pediu para ser substituído, porque “sentiu que ia se machucar”.

– A gente sabe do risco de um atleta que volta após um longo tempo inativo, que a probabilidade é maior de sofrer uma lesão, mas estamos atentos. A necessidade na competição faz com que fiquemos no limite – admite o fisiologista do clube.

Fonte: Extra Online

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