Aos 37 anos, Anderson Silva tem genética a seu favor, opina fisiologista


Claudio Pavanelli lembra que Spider mantém rotina regrada. Para o amigo Rodrigo Minotauro, fato de ele nunca ter sofrido lesão grave é fundamental

Anderson Silva e Dan Henderson já se enfrentaram no UFC: vitória do brasileiro

Anderson Silva completou 37 anos no dia 14 de abril. Já há quem diga que ele está velho, mas como chamá-lo assim tendo em vista o altíssimo desempenho do Spider no octógono? Sem perder em 14 lutas no UFC, é mais justo dizer que ele ficou apenas mais experiente. Ainda mais porque existem muitos lutadores da mesma idade ou até mais veteranos do que o atual campeão peso-médio do Ultimate.

O lutador mais velho da organização é também um atual desafiante ao cinturão: Dan Henderson, de 41 anos, que enfrenta o campeão dos meio-pesados, Jon Jones, no UFC 151, no dia 1º de setembro. Já o mais velho que lutou no evento é Ron Van Clief, que perdeu para Royce Gracie por finalização no primeiro round do UFC 4, em dezembro de 1994, quando tinha 51 anos. E o mais veterano a vencer no Ultimate é Randy Couture, que, aos 46 anos, derrotou James Toney no UFC 118, em agosto de 2010.

Para Claudio Pavanelli, fisiologista do time de futebol do Flamengo e de lutadores de MMA, como Rodrigo Minotauro e Rony Jason, a genética joga a favor dos mais experientes, como Anderson Silva. Mas a rotina regrada de preparação física e treinamentos é essencial:

– A manutenção do alto rendimento acima dos 35 anos depende de uma série de fatores. O mais importante é a genética, pois não podemos alterá-la. A modalidade também influencia. Algumas modalidades se caracterizam pela baixa idade e o bom desempenho, como a ginástica e esportes em que uma valência é predominante, como características de velocidade ou força – a prova de 100m rasos no atletismo -, já que esta valência física tem seu ápice próximo aos 25 anos. Em outras modalidades, em que predominam a resistência e condicionamento cardiovascular – maratona ou ciclismo de estrada -, podemos ver atletas com mais idade, entre 30 e 40 anos, obterem mais sucesso. Em esportes em que se exige o equilíbrio entre várias valências – força, velocidade, condicionamento cardiovascular, etc. -, como o futebol e o MMA especificamente, o cuidado, a atenção e a dedicação nos fatores de base para um bom desempenho – treinamento, descanso e recuperação entre as sessões de treinamento e a alimentação – são fundamentais para o sucesso e permanência de um alto rendimento por um longo período. O respeito aos horários de treinamento e a intensidade de cada sessão se fazem necessários – disse o fisiologista.

Pavanelli fala com a experiência de quem trabalhou, além do Flamengo, em clubes como Atlético-MG, Santos e Palmeiras. Ele acredita que outro fator que permitiu com que atletas, principalmente lutadores, pudessem ficar mais tempo na ativa foi o desenvolvimento tecnológico:

– No futebol temos alguns exemplos (de alto rendimento mesmo com idade avançada), e o Zé Roberto, com quem trabalhei no Santos e hoje está no Grêmio, é uma prova disso. No MMA temos alguns também. Com o avanço do conhecimento científico e a aplicação nos treinamentos, em seus métodos e recuperação, monitoramento das cargas de treinamento, é possível se obter resultados de forma mais precoce ou ainda se retardar a manutenção do alto rendimento. Este ponto está ligado à especificidade do treinamento para cada modalidade, assim como ao aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos no esporte.

Rodrigo Minotauro e Claudio Pavanelli: rotina regrada ajuda bastante

Amigo e um dos mentores de Anderson Silva, o peso-pesado Rodrigo Minotauro, de 36 anos, também se considera na mesma situação do peso-médio. Para ele, o fato de o Spider nunca ter tido uma lesão grave o ajudou muito a ser o que é atualmente.

– Realmente a longevidade nas lutas é maior do que em outros esportes. O (Evander) Holyfield foi campeão do mundo no boxe aos 45 anos. Não sei o motivo, mas me sinto em condições de lutar em alto nível. O Dan Henderson é um exemplo disso, vai lutar pelo título contra o fenômeno e garoto Jon Jones. O Anderson sempre foi muito regrado e teve poucas contusões, nenhuma grave, por isso ainda luta em alto rendimento – disse Minotauro.

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