Balikian é demitido da Unesp após caso de doping


Fisiologista foi responsável pela aplicação de EPO em atletas de Prudente

Ileso até então da proporção que teve o escândalo de doping em cinco atletas da Rede de Atletismo de Presidente Prudente, em 2009, o fisiologista e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi demitido da instituição após conclusão de processo administrativo disciplinar. A exoneração será publicada na próxima semana.

Outro envolvido no caso, o treinador e professor Jayme Netto Junior, foi punido com a suspensão de 90 dias. A pena teve início no último dia 1º. Segundo a assessoria da Unesp, ele não receberá durante o período. “Já estava sabendo disso antes. Só estava esperando a data. De todo esse imbróglio, tudo que estava com pendência está resolvido. Agora é esperar o tempo passar para recomeçar”, fala Netto Junior, ao Portal.

Recentemente, o treinador conseguiu reverter a punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A Corte Arbitral do Esporte (CAS) manteve a decisão da Comissão Disciplinar Nacional do Atletismo, de suspender Jayme Netto Junior e Inaldo Justino de Sena, também envolvido no caso, por quatro anos. Mas, o banimento foi revertido.

Demissão

Desde 2009, Balikian permaneceu praticamente “blindado”. Sem conceder entrevistas, poucas vezes foi visto no campus da Unesp de Prudente mesmo aparecendo ativo no quadro de docentes da entidade. Na época, o fisiologista foi apontado como o responsável em prescrever e aplicar substância dopante em cinco atletas classificados para o Mundial de Atletismo de Berlim 2009. O caso veio à tona na Alemanha, quando foram divulgados os resultados positivos de Bruno Lins, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre.

Os atletas fizeram uso de EPO (Eritropoietina), droga que estimula a produção de glóbulos vermelhos, melhorando a oxigenação sanguínea. Normalmente, é mais usada por atletas de provas de resistência, o que não era o caso do grupo, que treinava em Presidente Prudente. Na época, Jayme admitiu que autorizou o fisiologista Pedro Balikian a administrar a droga, para conseguir uma recuperação mais rápida dos comandados após treinos duros.

No ano passado, Balikian foi denunciado pelo Conselho Regional de Educação Física (Cref) no Ministério Público. O órgão representou Balikian por não ter registro e, portanto, trabalhar no campo de atuação do profissional de educação física de forma ilegal.

De acordo com a Unesp, Balikian será demitido por ter “permitido a utilização pelos atletas da seleção brasileira de atletismo de substância química vedada no esporte e violando os artigos citados na Portaria FCT n.º 44/2011”. No parecer, foi acolhida a sugestão da comissão processante.

Os documentos do fisiologista já foram enviados para o departamento jurídico, que produzirá a exoneração. A medida deve ser publicada na próxima semana. O Portal tentou contato com Balikian, porém, sem sucesso.

Fonte: http: portaldoruas

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