Filhos que brincam com os pais rendem melhor na escola


Métodos pediátricos inovadores ajudam a criança a melhorar o rendimento. Conheça outras recomendações que auxiliam no desempenho escolar.

Um estudo publicado no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine do Journal of the American Medical Association comprova que brincadeiras entre pai e filho ajudam no desenvolvimento da criança e influencia o rendimento escolar.

Os pesquisadores também concluíram que crianças de famílias com baixa renda tem um rendimento escolar mais baixo, e os programas de interação pai-filho que podem ser feitos nas visitas ao pediatra auxiliam no desenvolvimento já no primeiro ano de vida.

Para este estudo, os pesquisadores agruparam 675 pares de mães e bebês que recebiam atendimento pediátrico no Bellevue Hospital Center, em Nova York. Eles foram divididos aleatoriamente em três grupos: 225 pares para o grupo de controle, 225 para o Projeto de Vídeo Interação (PVI) e 225 para o Projeto Blocos de Construção (PBC).

No programa PVI, as mães e seus bebês tiveram quinze sessões de 30 a 45 minutos com um especialista em desenvolvimento infantil no mesmo dia das consultas habituais.

Nessa visita, mãe e filho praticavam atividades como jogos, leitura de livros e simulação de rotinas diárias. Tudo era gravado em vídeo e assistido pela dupla e pelo especialista, a fim de identificar as dificuldades da criança e reforçar os cuidados nesses aspectos.

No projeto Blocos de Construção, materiais como brinquedos e livros são enviados à família mensalmente, junto com panfletos educativos que explicavam aos pais como eles deveriam agir diante de determinadas dificuldades e estipulavam metas de leitura. O grupo de controle recebeu apenas o cuidado pediátrico padrão.

No primeiro relatório, os pesquisadores descobriram que as famílias participantes tanto na do PVI quanto do PBC haviam aumentado suas interações entre pai e filho no que diz respeito a jogos e atividades de leitura. Além disso, as famílias que participaram do PVI aumentaram as atividades de ensino e as interações verbais durante as rotinas diárias.

No segundo relatório, os investigadores descobriram ainda que o Projeto Vídeo Interação diminuiu o tempo que as crianças passavam em frente à televisão.

Os pesquisadores acreditam que os resultados tenham sido melhores pois o raciocínio e o desenvolvimento do cérebro é mais rápido na infância, e o uso de estratégias inovadoras, como a filmagem e a estipulação de metas, também contribuíram para o sucesso da pesquisa.

A pesquisa mostra que novos métodos pediátricos podem desempenhar um papel importante na solução de problemas críticos como a grande diferença de nível escolar entre crianças de baixa e alta renda.

Ajude seu filho a passar de ano na escola

Qual a melhor atitude para estimular as crianças a estudarem? O que fazer para que eles comecem a enxergar as aulas mais como um prazer e menos como uma obrigação?

Para responder estas e outras perguntas, a reportagem conversou com a educadora Vera Werneck, do Colégio Padre Antonio Vieira.

Mude a tática: é muito comum os pais fazerem chantagens do tipo “se você não passar de ano não vai viajar nas férias”.

Porém, a educadora afirma que quando os pais focam na punição ou no agrado, a criança acaba confundindo o real sentido da educação. Elas acreditam que estão estudando para realizar as vontades dos pais e não para alcançar conquistas no futuro. Dessa forma, elas acabam até por estudar menos, para afrontar os pais.

Elimine as atividades extras: Quando o risco de recuperação ou repetência existe, é preciso fazer a criança perceber que precisa voltar todas as atenções para o estudo. “Natação, futebol e aula de dança, por exemplo, são atividades que devem ser deixadas para segundo plano. O importante é que a criança consiga se focar no estudo”, conta Vera.

Estipule horários – Deixar a criança o dia todo debruçada sobre os cadernos também não é a melhor solução. “Elas precisam de regras e organização. A melhor opção é estipular um horário de estudo, que pode variar de meia hora até três horas por dia, de acordo com a situação e com a quantidade de matérias para estudar”, explica a professora.

Elogie as boas notas – Ao contrário das recompensas materiais, os elogios precisam estar envolvidos com a educação dos pequenos. “Elogiar e explicar a importância de saber ler, por exemplo, pode ajudar – e muito. São atitudes que estimulam as crianças a terem mais vontade de estudar e aprender mais”, explica Vera Werneck. Grupo de estudos – Estudar junto com outros colegas de classe pode ajudar seu filho a pegar gosto pela educação. “Chamar os amiguinhos de classe pode ser um importante passo para as crianças que correm risco de repetir o ano, já que assim eles se ajudam e podem aprendem com mais facilidade”, explica.

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