Tecnologia aprimora desempenho atlético


Bola da Adidas com Chip

Após uma Copa do Mundo e a dois anos da próxima Olimpíada, os olhos de todos se voltam para os esportes, sobretudo diante da expectativa dos grandes eventos com sede no Brasil. Toda a torcida fica ainda melhor quando as disputas podem ser prestigiadas em grandes televisores, com potente sistema de som ou excelente resolução. Mas a tecnologia não beneficia só os consumidores. A evolução está também cada vez mais presente em cada prática esportiva, influenciando o desempenho dos atletas.

A presença de aparatos tecnológicos nos esportes pode ser percebida de diversas maneiras, e isso vai muito além do uso do Nintendo Wii como forma de exercícios físicos diários. No vôlei, por exemplo, há meios de auxílio principalmente ao técnico do time. Com estatísticas baseadas no desempenho de cada jogador, ali na quadra mesmo, durante o jogo, a comissão técnica tem as informações necessárias para tomar as decisões de substituição. Um esporte tipicamente hi-tech é a natação. Até os treinos são acompanhados por computadores, que conseguem detectar detalhes como a velocidade das braçadas. Os maiôs especiais, porém, que vinham sendo utilizados pelos recordistas para ganho de velocidade e flutuabilidade, foram proibidos pela Federação Internacional de Natação (Fina), que determinou um padrão para as roupas.

Outro exemplo de esporte bem adequado aos tempos modernos é o futebol americano. Nele, é comum que alguns jogadores usem pontos eletrônicos durante as partidas para, por meio deles, ouvirem as instruções do técnico. Em 2001, o técnico Wanderley Luxemburgo tentou usar a estratégia em uma partida de futebol, quando então trabalhava no Corinthians, dando um ponto eletrônico a Ricardinho, capitão do time, e outro ao goleiro Maurício. E a tentativa não foi bem-vista pelos cartolas. Desde então, tornou-se proibido utilizar qualquer eletrônico para falar com os jogadores durante disputas do esporte.

Por sinal, o futebol é considerado uma prática pouco sofisticada, apesar das inovações que já surgiram para a leveza e a durabilidade da bola, a eficiência das chuteiras e a absorção do suor pelas camisas. A não adesão à bola inteligente — com um chip no interior para detectar o momento da pontuação e, assim, auxiliar a arbitragem em lances duvidosos —, pelo Comitê Executivo da Fifa, foi um fator que reforçou a propagada tese de que o esporte mais querido no Brasil seja mesmo muito tradicional. A mesma tentativa de implantação ocorre no vôlei, com um projeto da Penalty que custou US$ 2 milhões e ainda não está em uso.

Apesar de alguns exemplos contrários, em cada esporte é possível perceber sinais da presença constante da tecnologia: as marcas de provas de saltos em distância são registradas por computadores — bem diferente de como era tudo na época do bicampeonato olímpico do paulista Adhemar Ferreira da Silva, em 1952 —, e assim por diante. Enfim, há notebooks, câmeras, palmtops e softwares em uso para auxiliar na definição do resultado de uma partida, sem falar na influência da internet nos treinamentos dos atletas.

Super Maiô

E é justamente o atleta do dia a dia quem também pode aproveitar tamanho ganho tecnológico para tentar aprimorar sua prática individualmente: os tênis de corrida proporcionam mais conforto, agilidade e leveza, além de protegerem o pé, e os tecidos das camisas também já são capazes de garantir um melhor desempenho nas mais diversas atividades, absorvendo rapidamente o suor, enquanto o marcador cardíaco preso ao pulso ajuda a programar o treino pelo GPS.

Caso alguém se interesse em começar a praticar algum esporte, inspirado pelo momento que vive o Brasil, encontrará uma infinidade de recursos que podem auxiliá-lo no que precisar. Para começar, é possível selecionar uma academia bem equipada com o que há de mais moderno no mercado, ou ainda recorrer a produtos para, sozinho, monitorar o próprio desempenho e evolução. É hora de sair de perto da TV e tornar-se você mesmo um atleta.

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