Obesidade aumenta a cada ano entre os brasileiros!


O brasileiro fica mais gordo a cada ano que passa, como mostra a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira (27). O aumento gradativo de peso é verificado em todas as faixas etárias, independente de sexo, região e renda.

A pesquisa, que contou com 188.461 pessoas, também mostrou que a desnutrição está diminuindo progressivamente no país. O número de pessoas com déficit de peso (Índice de Massa Corporal – IMC inferior a 18,5 kg/m2) caiu em todas as faixas etárias.
Crianças

O índice de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso é de 33,5%, o que representa um aumento de vinte pontos percentuais nos últimos 20 anos. Já o déficit de peso, nessa faixa etária, é de apenas 4,1%. Entre os meninos com sobrepeso, quase metade sofre de obesidade. Entre as meninas, um terço é obesa.

Motivação é fundamental para o emagrecimento
Em pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália, pessoas que perdem peso rapidamente emagrecem mais a longo prazo do que aquelas que vão mais devagar. Quase 80% das pessoas que perderam 1,5 kg em uma semana secaram mais no final do estudo contra 48% do outro grupo. A endocrinologista Katrina Purcell, autora da pesquisa, atribui essa diferença a um fator psicológico: a motivação.

Ela diz que à medida que se vê o resultado claro e imediato aumentam os estímulos para continuar firme no programa de emagrecimento, o que é mais difícil de acontecer com aqueles que não vêem os efeitos imediatamente.

“A perda de peso lenta é importante para o organismo. Porém, a maioria dos adultos só consegue mudar hábitos, sejam eles quais forem, se colocarem metas a curtíssimo prazo, porque é sobretudo a melhor maneira de manter a motivação, recurso que só aumenta quando é possível visualizar a meta bem perto. A mente é muito mais poderosa do que qualquer outra ferramenta de emagrecimento”, justifica o professor de educação física Marcelo Garcia.

Para o médico fisiologista Egberto Moura, professor do Instituto de Biologia, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a perda acentuada e imediata estimula mais o paciente a continuar firme seguindo um plano de emagrecimento.

Balança sob controle
O maior problema para todas as pessoas que conseguem emagrecer é a manutenção do novo peso. Não é fácil conscientizar o ex-gordo de que se ele não mudar seus costumes vai recuperar os quilos perdidos em um piscar de olhos.

“A manutenção do peso é saudável a partir do momento em que o processo de emagrecimento ocorreu de maneira gradual, segura e eficaz”, esclarece Vania Nunes, da Unesp Botucatu.

E nesse desafio o grande aliado é a reeducação alimentar, ou seja, aprender a adotar novos hábitos, saudáveis e magros, à mesa, ou seja, aqueles que podem ser seguidos pela vida inteira.

Não é fácil, essa mudança de atitude é um processo de aprendizado, envolve determinação, objetivos, mudança de valores e, sobretudo, vontade de mudar e abandonar de vez as restrições calóricas muito radicais.

“Elas têm efeito rebote, pois o corpo acaba poupando energia para se manter funcionando, além de desacelerar o metabolismo, o que faz com que o organismo queime menos calorias. Manter o apetite sob controle, se alimentando a cada três horas, evita picos exagerados de fome, que acabam pondo tudo a perder”, ensina a nutróloga Tamara Mazaracki.

FONTE: GUIA DA NUTRIÇÃO

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