TREINO PESADO NO PÓS-PARTO PODE PREJUDICAR O LEITE MATERNO


Muitas mulheres que tiveram um filho sofrem com o dilema da aparência: é quase unanimidade que todas querem perder os quilinhos ganhos com a gravidez. O ideal é que a mulher engorde até nove quilos durante a gestação. Mas, grande parte delas, costuma engordar mais. E diante de celebridades que voltam a aparecer em público, sorridentes com a mesma barriguinha de antes da gravidez, em poucas semanas depois de ganharem filho, muitas mulheres ficam tentadas a arriscar dietas malucas e pegar pesado nos exercícios para perder peso. Mas alto lá.

Quem acabou de ter um filho não pode achar que sairá da maternidade e irá direto para academia. De acordo com a ginecologista Carolina Carvalho, todas as mães que realizaram parto normal devem esperar 40 dias para voltar a fazer exercícios físicos. “Essa fase do puerpério (pós-parto), envolve o retorno dos órgãos à sua posição e forma originais. Sendo assim, a mulher não deve fazer grandes esforços nesse período de 40 a 60 dias, muito menos exercícios físicos”, diz a médica.

Quem passa pelo parto normal costuma ter uma recuperação mais rápida, já que na cesariana, por causa do corte,da anestesia e do pós-cirúrgico, a mulher pode ficar com algumas dores na região da cicatriz (que costuma ser forçada na maioria dos exercícios físicos) e indisposta. “Em três meses, no máximo, há uma boa recuperação, mas nesses casos, é sempre válido consultar o médico”, diz Carolina.

Toda mulher sabe que o aleitamento materno é uma forma natural de queimar calorias. E os exercícios físicos, quando excessivos, podem causar um comprometimento da composição química do leite da mãe. “O trabalho físico faz as células produzirem ácido lático, que prejudica a composição do leite materno, podendo causar cólicas no bebê”, explica o médico fisiologista do exercício Raul Santo de Oliveira. Além disso, os horários em que o bebê mama não devem estar próximos ao treino. “A mãe deve amamentar antes de se exercitar para evitar que o volume dos seios não incomode ou atrapalhe a execução do exercício”, diz Raul. Ou seja, para as lactantes, a regra é a moderação.

O treino da mamãe
Alguns exercícios são considerados mais apropriados para a fase do pós-parto, de acordo com a personal trainer Paula Loiola, como a musculação leve, caminhada, natação e o alongamento – mas sempre moderados. Uma boa dica é fazer a caminhada junto com o bebê, bastando 30 minutos por dia.

Assim, além de queimar calorias, ela encontra pessoas e coloca o bebê em contato com o ambiente externo. Atividades que forcem o abdômen devem esperar um pouco mais de tempo para serem retomadas. “Os abdominais devem ser deixados para depois dos três primeiros meses do nascimento do bebê, ou, em casos de cesariana, até mais tempo”, explica Paula.

Mas, se a preocupação é perder medidas, fazer exercícios de contração isométrica (na posição sentada ou deitada) pode funcionar. “A mulher pode contrair os músculos da barriga e soltar (inspirar qdo iniciar a contração e segurar a musculatura quando expirar). Tente segurar os músculos contraídos por cinco segundos. Quando ficar fácil tente aumentar o tempo. Os resultados serão melhores quando fizerem parte de um programa de exercícios com pesinhos, mas isso só deve acontecer após a liberação médica”, conforme diz Paula.

A postura também deve ser foco de atenção – e, para isso, o alongamento é indicado. A hora de amamentar, trocar fraldas e dar banho no bebê exigem atenção, para não ficar com uma postura errada. Para o fisiologista Raul Santo de Oliveira, a prática de atividade física durante toda a gestação é fator determinante para a recuperação do corpo neste processo de pós-parto. “A mulher que passa a gravidez ativa, com exercícios frequentes, não costuma engordar muito e já tem o corpo habituado ao treino, o que ajuda na recuperação”.

Uma boa dica de exercícios para o braço, que não sobrecarregam a coluna e o quadril (que já sentem mais peso durante a gestação) é fazê-lo apoiada na parede, afirma Raul. Outro cuidado que deve ser tomado é com as articulações, que costumam ficar fragilizadas, em consequência do hormônio relaxina, produzido durante a gravidez para facilitar o parto, pois relaxa os músculos da pélvis.

Depois do parto, embora o hormônio não seja mais produzido, ele ainda circula pelo corpo. Sendo assim as articulações ficam mais frouxas nos três primeiros meses. “Não é recomendável o uso de sapatos de salto alto, e com movimento que forcem as articulações”, alerta Raul.

Fonte: Minha Vida

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