Fisiologista do futebol do Corinthians é do futsal e fala sobre seu novo trabalho


Guilherme trabalha na Seleção Brasileira de Futsal

Na seleção brasileira de futsal, Guilherme Rodrigues participou da “melhor final de todos os tempos”. Ele compunha a comissão técnica chefiada por Paulo César de Oliveira, o PC, autor da frase emotiva ao término do Campeonato Mundial de 2008, competição que congratulou a geração de Falcão, Schumacher, Lenísio e companhia. “Foi uma final digna da bicampeã mundial contra o hoje atual campeão do mundo”, disse, enaltecendo o poderio do rival.

Em um retorno ao tempo e para se entender o contexto: o Brasil, que levantou o troféu em 1996, havia perdido as decisões de 2000 e 2004 para a seleção espanhola. Atuando no Rio de Janeiro, com a torcida a favor, se vingou do algoz ao vencer nos pênaltis (empate por 2 a 2 na prorrogação) e retomar a condição de principal equipe da modalidade.

“A gente concluiu um trabalho de quatro anos vencendo todos os torneios que disputou. Vencendo os torneios que haviam sido perdidos. Nós recuperamos três títulos. Nossa equipe é campeã, sim, nesse momento, mas recuperou com propriedade os títulos que deixamos para trás”, discursou à ocasião o treinador que hoje comanda a franquia do São Caetano/Corinthians/Unip. Hoje no Parque São Jorge, PC e Guilherme voltaram a se reencontrar, apesar das esferas distintas.

Formado em Licenciatura Plena em Educação Física (FEFISA – Faculdades Integradas), com especialização em Fisiologia do Exercício (UNIFESP – Escola Paulista de Medicina), Guilherme foi contratado para ser o novo fisiologista do departamento de futebol profissional alvinegro. O cargo estava vago desde a saída de Daniel Portella, em processo de remontagem que atingiu outros profissionais do staff técnico.

Ele atuará em sintonia com o grupo de Mano Menezes, que contempla Eduardo Silva na preparação física, Bruno Mazzioti na fisioterapia, e Christine Neves na nutrição. Antônio Carlos Gomes será o consultor científico do projeto que já teve seu pontapé inicial durante a parada do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo.

“Nessa intertemporada, vamos conseguir atuar de forma mais acentuada em relação às necessidades físicas do grupo. Estamos tendo um ótimo tempo para trabalhar e trazer um maior número de controles de treinamento ao professor Eduardo Silva, servindo de feedback. A partir daí, passaremos a identificar se os trabalhos realizados estão atingindo o objetivo do que foi planejado”, apontou Guilherme, nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol.

Sócio Gestor da Fedato Esportes, empresa de consultoria em Ciências do Esporte, é parceiro de outro jovem profissional ligado à fisiologia esportiva – Antonio Carlos Fedato Filho, que desenvolve trabalho na equipe principal do Palmeiras. Juntos possuem experiência internacional e bons resultados conquistados em diversas agremiações do país. Além, claro, das lembranças positivas no futsal.

“O perfil fisiológico dos atletas de futebol e futsal é muito parecido. A divergência entre essas modalidades se dá na predominância do trabalho de algumas variáveis e a relação de volume-intensidade”, comparou Guilherme, que falou um pouco mais sobre sua relação com PC na seleção brasileira, a real importância dos marcadores sanguíneos e como se encontra a estrutura corintiana.

fonte: Universidade do Futebol

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